mudança

Com o mercado cada vez mais competitivo, as organizações contemporâneas estão em constante processo de adaptações, em um cenário que é preciso adotar uma estrutura flexível às exigências do mercado, respondendo de forma imediata às necessidades dos clientes e se sobressaindo perante aos seus concorrentes.

Neste ambiente turbulento, a Gestão da Mudança tem ganhado cada vez mais destaque dentro das organizações. De acordo com Vieira e Vieira (2003) as mudanças devem ser encaradas como um processo permanente e contínuo, considerando que a reprodução de modelos passados representa a contradição de uma cultura sustentada pela inovação e, portanto, voltada para o futuro. Dessa forma, esse novo modelo de gestão trata-se da criação de um comitê responsável por desenvolver ferramentas que auxiliam a gestão empresarial na difícil missão nas adaptações às mudanças, sejam elas estratégicas, operacionais ou táticas.

Para Oliveira, Duarte e Montevechi (2002) as mudanças podem ser entendidas a partir de duas órbitas: as mudanças planejadas e as mudanças não planejadas. Essa segunda, provoca uma maior rejeição e resistência por parte dos funcionários, pois as mesmas ocorrem de forma radical, sendo implementadas de acordo com o surgimento da necessidade da organização. Pereira e Fonseca (1997) declaram que esse tipo de mudança pode provocar rupturas traumáticas, pois na maioria das vezes são vistas como alternativas incertas, tornando-as ainda mais ameaçadora.

O ideal é que as organizações tentem trabalhar com mudanças planejadas, tendo em mente todos os objetivos e as possíveis consequências que esse “novo” trará para o futuro da empresa. Para eficiência dessas adaptações é indispensável que as empresas:

  • Tenham conhecimento sobre a cultura organizacional;
  • Que todos os processos sejam mapeados;
  • As metas e objetivos sejam bem definidos;
  • Os gestores tenham conhecimento sobre as limitações humanas; e,
  • Tenham um bom método de avaliação e mensuração de resultados.

Diante do exposto, vale ressaltar que as mudanças organizacionais são tidas como um desafio, sendo de suma importância que as organizações contemporâneas estabeleçam uma gestão diferenciada, envolvendo um conjunto de processos, ferramentas e técnicas que ajudarão os membros e as equipes a se adaptarem ao novo, pois além dos funcionários internalizarem os benefícios, os mesmos devem adotar uma postura flexível e cooperativa.

Manoel

 

Referências

VIEIRA, E. F.; VIEIRA, M. M. F. Estrutura Organizacional e Gestão do Desempenho nas Universidades Federais Brasileiras. Revista de Administração Pública (Impresso), Rio de Janeiro, v. 37, n.4, p. 899-920, 2003.

OLIVEIRA, F. A.; DUARTE, R. N.; MONTEVECHI, J. A. B. O reflexo da mudança organizacional sobre o desempenho de uma empresa de autopeças: um estudo de caso. In: XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2002, Curitiba. CD – room XXII ENEGEP, 2002.

PEREIRA, M. J. L. B.; FONSECA, J. G. M. Faces da decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão. São Paulo: Makron Books, 1997.

Publicado em: 18 de junho de 2018

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